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Baltazar Gracian, influenciou filósofos como Schopenhauer e Nietzche

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BALTASAR GRACYAN Y MORALES, religioso e escritor, nasceu no dia 8 de janeiro de 1601, em Aragão, Espanha. Morreu no dia 6 de dezembro de 1658, em Saragoza.

Fez seus primeiros estudos no colégio dos jesuítas de Calatayud e, depois, o curso superior na Universidade de Huesca. A seguir, em maio de 1619, entrou para a Companhia de Jesus. Poucas notícias de sua vida são conhecidas, entre esta época e julho de 1635, quando de sua profissão de fé e de seus votos definitivos. Dotado de uma eloquência sábia e clara — qualidade muita rara na época —, a partir de 1637 se consagrou exclusivamente aos sermões.

Esteve duas vezes em Madri — em 1640 e em 1641. Vivendo na corte, tornou-se amigo do poeta Hurtado de Mendoza, secretário de Filipe IVTeve ocasião de mandar ao soberano um exemplar de seu Heros (1630). Mas deixou a capital decepcionado e irritado. Depois de ter sido capelão em Lérida, em 1646, voltou para Huesca e acabou, em 1647, o manuscrito de seu manual O Homem da Corte. Quatro anos mais tarde, com a publicação do Homem Desiludido, começaram os seus atritos com a Companhia de Jesus. Os outros livros foram publicados com o nome do seu irmão, Lorenzo Gracian.

Impetuoso e muito mais homem de letras do que de religião, não temeu publicar a segunda e terceira partes de O Homem Desiludido, o que lhe valeu o exílio em Saragoza, onde morreu. Ficou conhecido como líder do conceptismo, estilo literário caracterizado pela sobriedade e concisão. Influenciou pensadores como François de La Rochefoucauld, Voltaire, Jacques Lacan e principalmente os filósofos Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche.


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