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Mateo Alemán, o gênio espanhol do romance picaresco

mateo-aleman1Mateo Alemán

MATEO ALEMÁN y ENERO nasceu no dia 28 de setembro de 1547, na cidade de Sevilha, Andaluzia, Espanha. Morreu por volta de 1614, no México.

Formou-se em Artes e Medicina na Universidade de Sevilha, tendo estudando ainda em Salamanca e Alcalá. Trabalhou na Corte de Contas de Madri. Em 1599, publicou a primeira parte da novela picaresca Guzmán de Alfarache, que seria sua obra prima. De reconhecida qualidade literária, o livro foi publicado na França, na Inglaterra e na ItáliaApós a publicação de Guzman..., um certo Mateo Luján, de Saavedra, publicou uma continuação da obra.

O autor original replicou com a Segunda Parte da Vida de Gusmán de Alfarache, Observador da Vida Humana. Em 1608, emigrou com sua família para o México, fixando-se na capital. Publicou, em 1609, Ortografia Castelhana, em que apresenta sugestões para uma reforma ortográfica. Escreveu, ainda, Acontecimentos da Vida do Irmão Garcia Guerra, Arcebispo do México. Em 1974, o diretor Fernando Fernán Gomez adaptou Guzmán de Alfarache para a televisão, com a realização da minissérie El Pícaro. Em 1988, o diretor Mário Monicelli realizou uma versão para o cinema, com o título de I Picari.

Frases selecionadas
Ninguém se julga como o julgam; penso de mim o que tu pensas de ti; qualquer tem pela melhor a maneira de tratar-se, por mais correta a vida, por mais justa a sua causa, pela maior a honra e por acertadas as seleções que faz”.

Nós, os pobres, somos como o algarismo zero, que por si só nada vale e faz valer a cifra que a ele se junta — tanto mais quanto mais zeros lhe forem acrescentados”.

“Não há vasilha que meça os gostos nem balança que os iguale; cada qual tem o seu, e, pensando que é o melhor, é o mais enganado”.

“Deve-se dar a fortuna para não adquirir um inimigo; muito importa não o ter, e quem o tiver trate-o de maneira tal como se em breve tivesse de ser amigo dele”.

“Devem-se buscar amigos como se buscam livros. Acertar na procura não reside em que sejam muitos nem extraordinários, mas que sejam poucos, bons e bem conhecidos...”


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