AGRIMÔNIA — Planta herbácea, pertencente à família das Rosáceas, cujo nome científico é Agrimonia eupatoria. É dotada de caule vertical, flores amarelas e frutos ásperos. Tem sido utilizada ao longo dos tempos por causa das suas propriedades anti-inflamatórias, dermatológicas, colágenas, diuréticas, digestivas, tónico-hepáticas e coleréticas (produção de bile). Quimicamente contém ácido salicilíco, ácido ursólico e quercetina. Encontra-se em todo o continente europeu, salvo no Extremo Norte. Está presente ainda na Região do Cáucaso, na Sibéria Ocidental, na Ásia Menor, no Próximo Oriental e até no norte da África. No Brasil é também chamada popularmente de grimônia e amoricos.
AGUAPÉ— Designação comum dada a várias plantas aquáticas flutuantes. Tem flores violáceas e ornamentais. A espécie Eichthornia crassipes, da família das pontederiáceas, é a mais comum. Popularmente, a jacinto-d´água é a mais famosa. As folhas iniciais são alongadas e semelhantes a tiras que se desenvolvem em folhas espatuladas. A espécie é originária de lagos e rios de água doce das regiões tropicais quentes da América do Sul, com distribuição natural nas bacias do Rio Amazonas e do Rio da Prata. Apesar de ser planta ornamental muito apreciada, a jacinto-d´água está incluída na lista das 100 espécies exóticas invasoras mais perigosas do mundo, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza.
AGUARAPONDÀ — Planta, cujo nome científico é Stachytarpheta dichotoma. É uma verbenácea com flores de cor azul-violeta em forma de espigas, chamada de falsa-valeriana. Trata-se de um arbusto semi-lenhoso. Chega a quase dois metros de altura. Tem folhas opostas, ovaladas de quatro centímetros de comprimento por dois centímetros de largura. Essas folhas são pilosas na superfície superior, menos na parte inferior, e margens serrilhadas. A aguarapondá ocorre em toda a América Tropical, em pastagens úmidas e florestas. É uma planta invasora. Exerce grande impacto ambiental.
ALAMANDA — Planta trepadeira ou arbustiva, perene, muito ornamental e de origem brasileira. Pertence à família das Apocináceas. É famosa pelas flores vibrantes. Por isso, ficou popular em jardins, devido à sua beleza e floração abundante, especialmente durante os meses mais quentes. No entanto, é importante ressaltar que possui látex tóxico, o que requer cuidado no manuseio. Pode ser encontrada como trepadeira, sublenhosa e latescente, ou como arbusto semi-lenhoso. Apresenta crescimento vigoroso e exuberante, podendo atingir até três metros de altura. As folhas são geralmente verdes, brilhantes, ovaladas, coriáceas e com nervuras marcadas. A alamanda prefere solos férteis, leves e ricos em matéria orgânica, com boa drenagem.
ALBINA— Planta lenhosa da família das turneráceas, cujo nome científico é Turnera ulmifolia. É originária do México e das Antilhas. Recentemente, um estudo demonstrou que os extratos etanólicos dela têm o potencial de modificar a resistência bacteriana, especificamente contra a Staphylococcus aureus resistente à meticilina. A pesquisa indicou que a planta não só possui propriedades antimicrobianas, mas também pode potencializar a eficácia de antibióticos como a gentamicina e a kanamicina. Esse efeito ocorre ao interferir no sistema de efluxo das bactérias. Ela facilita assim a ação dos medicamentos e oferece uma alternativa promissora para combater infecções resistentes. A albina está presente em várias regiões do Brasil.
ALELI — Planta ornamental da família das brasicáceas, cujo nome científico é Cheiranthus cheiri. Trata-se de uma planta perene, lenhosa na base. Mede entre 20 a 60 centímetros. Tem um indumento de pelos naviculares. Os caules são mais ou menos ascendentes, frequentemente dotados de fascículos de folhas nos veios. As folhas medem entre 20 e 80 milímetros de comprimento por 3 a 10 milímetros de largura, pautadas pelo formato lanceolado ou oblongo-lanceolado, agudas e atenuadas na base. Exibem uma coloração verde-acinzentada, são vilosas e contam com pelos bipartidos. É nativa da região do Mar Egeu na Grécia. No Brasil recebeu o nome popular de goivo-amarelo. A flores são numerosas e perfumadas.
Alfafa
Planta perene da família leguminosa, cujo nome científico é “Medicago sativa”. É conhecida como “a rainha das forrageiras”. O nome é um aportuguesamento do vocábulo árabe “al-fasfasa”. Conhecida desde o Século V, apareceu primeiramente na Pérsia (atual Irã). Depois disseminou-se na Grécia e no Império Romano. Trazida pelos espanhóis, chegou à Argentina e entrou no Rio Grande do Sul no Século 19. O estado gaúcho é o maior produtor brasileiro. O pé de alfafa pode chegar até um metro de altura, mas o corte geralmente é feito entre cinco e sete centímetros do solo. É usada largamente na alimentação animal, especialmente vacas leiteiras. Na alimentação humana, usam-se os brotos. É rica em proteínas, vitaminas e minerais.
ALISMA — Gênero de plantas da família das alismatáceas, próprias de terrenos úmidos, pântanos e lagoas. São diversas espécies, nativas do Hemisfério Norte. Distribuíam-se originalmente pela Europa, partes do norte da África e oeste e centro da Ásia. Devido à sua adaptabilidade, também foi introduzida e agora está presente na América do Sul e na Austrália. Algumas espécies vicejam no Brasil, como, por exemplo, a alisma plantago-aquatica, também conhecida pelos nomes populares de “alface-dos-arrozais”, “colhereira”, “erva-alface”, “orelha-de-mula”, etc. É uma planta aquática perene, submersa ou emersa, com rizoma tuberculoso que pode medir até oitenta centímetros.
- << Ant
- Próximo