Acelga
Erva de origem europeia da família das quenopodiáceas, cujo nome científico é “beta vulgaris”. A jornada etimológica do nome passou por três línguas até chegar ao português. Na Grécia Antiga, os gregos chamavam o vegetal de “sikelē” porque acreditavam que ele era originário da Ilha de Sicília na Itália, onde crescia em abundância. No árabe, o vocábulo grego transformou-se em “as-silqah”. Na Península Ibérica (Espanha e Portugal), durante a ocupação moura, o vocábulo virou “acelga” nos dois idiomas. O primeiro a descrever e a classificar a acelga foi o naturalista sueco Carlos Lineu em 1753 no livro “Espécies de Plantas”.
A acelga é uma hortaliça folhosa com uma estrutura física dividida principalmente em folhas grandes e talos grossos e carnosos. Ela pertence à mesma família da beterraba, mas não desenvolve uma raiz tuberosa comestível. Na cozinha, as folhas são utilizadas como verduras nas saladas. Possui flavonoides, taninos e catequinas, compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esses flavonoides fortalecem as células do sistema imunológico. Assim, ajudam a prevenir e combater doenças, como gripes, resfriados e alergias. De acordo com o IBGE, o Brasil possui mais de cinco mil unidades produtoras de acelga. São cerca de sessenta mil toneladas por ano. O maior produtor é o Estado de São Paulo, com destaque para as cidades de Ibiúna e Cotia.
Referência
CARLOS NILSSON LINEU nasceu no dia 23 de maio de 1707 na cidade de Råshult no Condado de Kronoberg na Suécia. Morreu no dia dez de janeiro de 1778 na cidade de Upsala. Começou a se interessar por ciência ainda criança. Com 17 anos de idade já era muito versado em animais e plantas. Escreveu diversas obras. A primeira — e a mais famosa —, a “Sistema Natural”, apareceu em 1735 quando tinha 28 anos. Esse livro é considerado um dos mais revolucionários da história da ciência. O livro funciona como um grande catálogo, cujo objetivo principal é organizar, classificar e dar nome a tudo o que existe no mundo natural.
Aipo
APIUM GRAVEOLENS — Erva da família das umbelíferas. É uma planta herbácea bienal, pertencente à família Apiaceae, cultivada por seus caules, folhas e raízes comestíveis. É aromática, com um sabor característico, o qual combina notas de salsa e um toque amargo e quente. Utiliza-se em diversas preparações culinárias, especialmente na feijoada. A planta se apresenta com caules eretos, ramificados e sulcados
As folhas são pinadas e profundamente divididas. As flores são pequenas e brancas, dispostas em umbelas compostas. Os frutos são pequenos, arredondados e aromáticos, contendo uma semente. O aipo prefere solos ricos em nutrientes. Pode ser usado em diversos pratos, como saladas, sopas, caldos e refogados. Estudos sugerem que essa erva pode auxiliar na prevenção de infecções urinárias. Ela também protege as células do cérebro, ajuda no processo de emagrecimento, contribui para a saúde do intestino e favorece o controle da pressão alta.
Ervas &
Dicionário
ACELGA — Erva de origem europeia da família das quenopodiáceas, cujo nome científico é “beta vulgaris”. As folhas são amplas e macias. Na cozinha, são utilizadas como verduras nas saladas. Possui flavonoides, taninos e catequinas, compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esses flavonoides fortalecem as células do sistema imunológico. Assim, ajudam a prevenir e combater doenças, como gripes, resfriados e alergias. De acordo com o IBGE, o Brasil possui mais de cinco mil unidades produtoras de acelga. São cerca de sessenta mil toneladas por ano. O maior produtor é o Estado de São Paulo, com destaque para a cidade de Ibiúna.
AGAPANTO — Designação científica popularizada do gênero agapanthus umbelattos, da família das liliáceas. É uma erva altamente ornamental, de flores roxas ou brancas, muito comum em jardins. Tem um cheiro leve. O nome é uma junção dos vocábulos gregos “agápe” (amor) e “ánthos” (flor). Agapanto significa, portanto, “flor do amor”. Originária da África do Sul, encontra-se disseminada por todo o mundo, resultado das belas flores que florescem entre maio e junho. É conhecida também como lírio-do-nilo.
AGRIÃO — Erva de origem europeia, cujo nome científico é Nasturtium offinale. Pertence à família das crucíferas. O nome científico é Nasturtium officinale. É uma planta comestível consumida há séculos, com evidências de uso na Grécia Antiga e no Império Romano. Embora não haja uma data exata da “descoberta”, esse alimento era apreciado por suas propriedades medicinais e em saladas picantes naqueles períodos.
Traz muitos benefícios para a saúde, pois é rico em vitaminas e minerais, como vitaminas A, C e K, cálcio, ferro e potássio. Ele ajuda a fortalecer o sistema imunológico, a saúde óssea, a visão e pode auxiliar no controle do diabetes e na prevenção de doenças cardiovasculares. Além disso, tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, contribuindo assim para a saúde da pele e e o combate ao envelhecimento precoce. O maior produtor de agrião no Brasil é o município de Biritiba Mirim em São Paulo. Há diversas variedades, com o agrião-do-brejo e o agrião-do-pará.
Follow @otiooda
© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados