Adjetivos

Os adjetivos são palavras variáveis que caracterizam o substantivo, atribuindo-lhe qualidades, defeitos, estados ou origens. Eles concordam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) com o substantivo. A função é modificar substantivos, tornando a descrição mais específica e expressiva. Os adjetivos podem ser primitivos, derivados e pátrios. Os primitivos têm origem própria, os derivados vêm dos próprios substantivos ou verbos e os pátrios indicam a nacionalidade ou a origem da pessoa. Também há as locuções adjetivas, uma expressão com valor de adjetivo, geralmente uma preposição mais um substantivo. Como por exemplo em “amor de mãe” (amor materno).

Dicionário
dos adjetivos

ALÓGICO — Qualidade daquele que profere absurdos, disparates, contrassensos, etc. Aquilo que dispensa demonstração ou prova para ver se é certo. Na filosofia diz-se do pensamento privado de demonstrações lógicas, assim situado a igual distância do lógico. Como escreveu o autor português Fidelino Figueiredo na obra “Últimas Aventuras”: “A arte é uma ficção individual, uma luta incessante com o imperceptível, o alógico e o indizível”. No caso dessa construção, o alógico transforma-se um substantivo masculino.

ALÓTROPO — Na botânica, refere-se a flores que apresentam pólen e o néctar a descoberto à disposição dos insetos. Refere-se também aos próprios insetos visitantes de flores cujo corpo não demonstram conformação especial em consonância com a morfologia floral. Como substantivo feminino refere-se na física e na química a qualquer das formas alotrópicas dum elemento. Ainda como substantivo, refere-se na gramática a cada um dos vocábulos que tem a mesma origem que outro na mesma língua. Exemplos: delicado e delgado, mancha, malha e mágoa, etc.

ALTISSONANTE — Aquilo que soa muito alto. Grandiloquente, pomposo, ruidoso, retumbante, sublime, sonoro. Pode ser empregado para dar um tom épico, solene ou, em um sentido negativo, bombástico e excessivamente rebuscado. Como escreveu o autor português Antero de Figueiredo na obra “Leonor Teles”: “Um grupo de fidalgos a cavalo saía dos Paços de Apar (...) iam parando e apregoando um brado altissonante e agourento”. Na literatura, como se vê, é comumente encontrado em textos de épocas que valorizavam a erudição ou momentos de exaltação como no Romantismo, na oratória barroca ou em textos que descrevem cenas intensas ou dramáticas. Na Bíblia, a palavra é usada para descrever o tom de voz do Jesus Cristo.


 

 

 



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