Riquixá

capaO romance “O Homem do Riquixá”, do autor chinês Lao She, foi originalmente lançado em Pequim em 1937. Traduzido em diversas línguas, a obra se tornou um clássico da literatura mundial. O título se refere a um condutor do riquixá, tradicional meio de transporte de tração humana na China. A história acompanha um jovem camponês forte, honesto e ingênuo que chega a Pequim com o sonho de comprar o seu próprio riquixá para conquistar independência financeira e uma vida digna. No começo, ele se torna um trabalhador “alugado”, mas foca toda a sua energia para economizar dinheiro.

No contexto da trama, o personagem Xiangzi chega à capital chinesa vindo do norte do país. Emprega-se como puxador de riquixá com a única intenção de vir a possuir um dia o seu próprio negócio. Logo consegue o que quer, mas a certa altura o seu tão sonhado riquixá é roubado por uma milícia de saqueadores. Essa milícia o recruta como servidor braçal. Tão logo consegue fugir, rouba e vende três camelos. Mas esse roubo marca também o início do declínio do personagem. Mais tarde, ele se deixa roubar por um esperto policial, é coagido a se casar com a tirânica filha de um locador de riquixás, começa a beber e a jogar. Por fim, denuncia um líder sindicalista para a polícia secreta. O livro foi adaptado para o cinema em 1958.

laoAutor
LAO SHE (Shu Qingchun) nasceu no dia três de fevereiro de 1899 e morreu no dia 24 de agosto de 1966 na cidade de Pequim. Antes de enveredar pela literatura, atuou como administrador e membro do corpo docente em diversas escolas primárias e secundárias na capital chinesa. Foi profundamente influenciado pelo Movimento Quatro de Maio (1919), movimento que deu a ele um novo espírito e uma nova linguagem literária. Lançou o primeiro romance, o “A Filosofia de Lao Zhang”, em 1927. Seguiram-se mais catorze romances e duas peças teatrais. Além do romance “O Homem do Riquixá”, a crítica aponta a “A Casa de Chá”, peça teatral lançada em 1957, como a outra obra-prima da sua carreira literária.


 

 

 



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