carlos-v-espanha in1 Carlos V

CARLOS DE HABSBURGO nasceu no dia 24 de fevereiro de 1500, na localidade de Gante, Flandres Oriental, Bélgica. Morreu no dia 21 de setembro de 1558, na localidade de Cáceres, Estremadura, Espanha.

Era descendente direto do imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Maximiliano I, e neto de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, conhecidos como “os reis católicos”. Já em 1506, recebeu, com a morte do pai, a soberania da Holanda, cuja regência foi entregue a sua tia Margarida da Áustria. Aos quinze anos, foi emancipado. No ano seguinte, com a morte do avô materno, assumiu o trono da Espanha. Para lá partiu em 1517, acompanhado de diversos nobres belgas e flamengos. Não foi fácil impor sua autoridade: a nobreza espanhola e as cidades, especialmente Castela, viam na dinastia dos Habsburgos um bom pretexto para se rebelar contra a política centralizada que fora seguida pelos “reis católicos”.

Em 1519, com a morte de Maximiliano I, foi eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Além de receber esta herança, sob o seu governo o aventureiro Fernão Cortez conquistou o México e o navegador Sebastião Elcano completou a viagem de circunavegação iniciada por Fernão de Magalhães, ampliando o domínio colonial da Espanha. Tornava-se ele, então, o homem mais poderoso do mundo. Seu império abrangia a Áustria, a Espanha, a Alemanha, a Holanda, os reinos de Nápoles e Sicília e outros territórios da Europa.  Em 1520/21, as revoltas armadas dos “comuneros” explodiram em Castela e Aragão, mas foram energicamente reprimidas por Adriano de Utrecht (1459-1523), que fora deixado como regente da Espanha. A partir de 1522, a Península Ibérica foi considerada submissa.

Ele objetivava constituir um grande estado temporal, sob a égide do poder espiritual da Igreja Católica. No entanto, vários fatores impediram a concretização desse ideal, entre os quais a inexistência de um exército nacional, a falta de recursos financeiros e o precário sistema de arrecadação de tributos. Além disso, a vastidão do império dificultava a comunicação entre os vários países. Os diversos interesses de cada nação, frequentemente inconciliáveis, obstavam a formação de estados globais. Os países situados fora dos domínios do império, como França e Inglaterra, tudo faziam para impedir sua expansão. O resultado disso foram várias guerras, que tiveram de ser enfrentadas em várias fronteiras.

Durante a década de 1520 também explodiram revoltas sociais na Alemanha. Em 1530, já livre das ameaças turca e francesa, impôs aos alemães o Edito de Worms, focando especialmente os revoltosos protestantes. A imposição não foi aceita pelos príncipes, que, reunidos em 1531, formaram a Liga de Smalcade. Os rebeldes alemães só viriam a ser vencidos em 1544 nas campanhas do Danúbio e da Saxônia. Apesar dessas vitórias, iniciou-se um mau período, principalmente no que dizia respeito à sua saúde (sofria de ataques de gota). Reconhecendo a falta de condições para governar, abdicou em outubro de 1556, cedendo inicialmente a Holanda e as possessões espanholas para o seu filho Filipe II. A Áustria e a Alemanha ficaram com o irmão Fernando I. Retirou-se, então, para o Mosteiro de Yusti, onde morreu, após prolongado estado de inconsciência.


 

 

 



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