Bigorna
É o segundo dos três ossículos da orelha média, um espaço pequeno logo após o tímpano. É um dos menores ossos de todo o corpo humano. Fica entre o martelo e o estribo. Sua principal função é receber as vibrações sonoras do martelo e passá-las para o estribo, ajudando a amplificar o som que vai para a parte interna do ouvido. Tem esse nome porque o seu formato lembra muito uma bigorna de ferreiro. Trabalha como alavanca para o som não perder a força ao entrar no líquido da orelha interna.
O bigorna foi descrito pela primeira vez no início do Século 16 pelo anatomista italiano Alessandro Achillini. Contudo, a primeira menção escrita coube ao também italiano Jacopo Berengario da Carpi no livro “Comentários Sobre Anatomia”, obra publicada em 1521. A formalização científica do nome levou a assinatura do também italiano Andreas Vesalius no livro “Sobre a Estrutura do Corpo Humano”, obra publicada em 1543. Dependendo das circunstâncias, o osso pode ser afetado por processos inflamatórios, erosivos, genéticos ou traumáticos. Esses problemas comprometem a transmissão sonora.
Referência
BIGORNA — Utensílio feito de aço, ferro forjado, ferro fundido ou outro metal semelhante. Tem corpo central quadrangular e, normalmente, com extremidades com forma cônica ou piramidal, sobre as quais são apoiados metais a serem malhados e moldados, a quente ou a frio. O termo origina-se do latim. Porém, há divergência quanto à palavra que lhe deu origem. Alguns defendem sua origem na palavra “incus”, que corresponderia à própria bigorna. Seria uma forma derivada da palavra “incudere”, que significa "golpear, malhar, forjar". Por outro lado, há quem afirme que o termo tem origem na palavra “bicornia”, plural de “bicornis”, que significa “com duas pontas”. As primeiras bigornas datam da Pré-História.
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