a-grande-degeneracao107 de junho de 2013
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A Editora Planeta está encaminhando para as livrarias a obra A Grande Degeneração, do historiador britânico Niall Ferguson. O livro tem tradução de Janaína Marcoantônio, 128 páginas e preço sugerido de R$ 24,90. Na obra anterior (Civilização), o autor explicou como a partir do século XVI, o Ocidente conseguiu se arrancar da irrelevância e do atraso para se tornar o centro da força cultural e econômica do planeta, concentrando, no início do século XX, mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Nessa nova obra, ele se dedica a analisar o ocaso desse fenômeno: um Ocidente assolado por crises de “alavancagem” financeira e assombrado pelo crescimento de uma potência estatizada como a China. O autor mantém o seu foco sobretudo nas questões econômicas, sua especialidade, mas evitando os jargões técnicos. Ele se vale da noção de “estado estacionário”, do pai da economia liberal clássica, Adam Smith, para dissecar as crises contemporâneas da economia americana e europeia. Segundo ele, a dívida pública (declarada e implícita) tornou-se uma forma de a geração mais velha viver à custa dos jovens e dos que ainda estão por nascer.

niall-ferguson in1NIALL CAMPBELL DOUGLAS FERGUSON nasceu no dia 18 de abril de 1964, na cidade de Glasgow, Escócia, Reino Unido. Frequentou a academia de sua cidade natal e foi criado como ateu. Sempre cita seu pai como uma fonte de senso de autodisciplina e do valor moral do trabalho, enquanto sua mãe incentivou seu lado criativo. Seu avô materno, jornalista, o encorajou a escrever. Indeciso sobre estudar um inglês ou história na universidade, diz que a leitura de Guerra e Paz, do russo Leon Tolstói, o fez pender para o estudo da história.

Sua especialidade é a história internacional, especialmente a história econômica, com foco na hiperinflação e nos mercados de títulos. É conhecido também por suas posições provocativas. Em 2004, foi nomeado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Desde 2011, é editor do canal a cabo Bloomberg Television e colunista da conceituada revista Newsweek. Foi um assessor de John McCain campanha presidencial dos Estados Unidos em 2008 e anunciou seu apoio a Mitt Romney em 2012. Tem sido um crítico contundente do presidente Barack Obama, no que diz respeito às questões econômicas.

 

 


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