castello-branco2Castello Branco

HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO nasceu no dia 20 de setembro de 1897, na cidade de Fortaleza, Ceará. Morreu no dia 18 de julho de 1967, em seu estado natal, vítima de acidente aéreo.

Filho de militar, deixou a cidade natal ainda pequeno para morar na localidade de Mecejana. Passou a infância e a juventude entre a cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e São Luiz, capital do Estado do Maranhão, acompanhando as transferências do pai. Mudou-se para Rio Pardo, no Rio Grande do Sul em 1912, quando teve o ano de nascimento alterado pelo pai para que pudesse entrar no Colégio Militar de Porto Alegre. A prática era comum na época, em vista de a idade máxima para cursar o segundo grau do colégio era de 12 anos.

Único cearense da turma, teve, ente os colegas, o também futuro presidente Arthur da Costa e Silva. Chegou a general e à chefia do Estado Maior do Exército durante o governo do presidente João Goulart. Foi reformado no posto de marechal. Eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, assumiu o cargo de Presidente da República em 11 de abril de 1964. Apoiado pelo Ato Institucional n.º 1, cassou mandatos e os direitos políticos de vários brasileiros, entre eles os do ex-presidente Juscelino Kubtscheck. Além disso, suspendeu garantias constitucionais, dissolveu os partidos políticos, acabou com as eleições diretas para governadores de estado e interveio em sindicatos e associações.

Em seu governo, fez reformas modernizantes na economia, que levaram à criação do Banco Central e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Unificou a previdência social através do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e instituiu a correção monetária para dar credibilidade ao mercado de títulos públicos. Em 1965, editou o Ato Institucional n.º 2, tornando indireta a eleição de seu sucessor e dissolvendo todos os partidos políticos. Em 1966, tornou indiretas as eleições para os governadores de estado. No ano seguinte, deu forte estímulo ao crédito e à produção dos bens de consumo, com a indicação de Delfim Netto para o Ministério da Fazenda.

 

 



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