edmund burke1Edmund Burke

EDMUND BURKE nasceu no dia 12 de janeiro de 1729, na cidade de Dublin, Irlanda (então território da Grã-Bretanha). Morreu no dia nove de julho de 1797, na cidade de Beaconsfield, Inglaterra. Depois de formado em direito, dedicou-se a escritos filosóficos, dentre os quais se destaca o “Pesquisa Filosófica Sobre a Origem de Nossas Ideias do Sublime e do Belo”, publicado em 1757. Iniciou a carreira política como secretário particular do primeiro-ministro Charles Rockingham. Foi, depois, eleito par a Câmara dos Comuns, local em que se tornou conhecido pelas posições liberais. Era, por exemplo, favorável ao atendimento das reivindicações das colônias americanas à liberdade de comércio. Chegou, também, a denunciar as injustiças cometidas na Índia.

Mas o que considerava excessos da Revolução Francesa de 1789 o levaram a uma mudança radical de opinião. Essa mudança refletiu-se na obra “Reflexões Sobre a Revolução Na França”, publicada em 1790. De temperamento impetuoso, pouco inclinado à sistematização, não escreveu nenhum tratado de teoria política. Seus pensamentos foram expostos em cartas, discursos, panfletos, obras de circunstância. Expressou-se muito através de aforismos e efusões líricas ou polêmicas, visando, a maior parte das vezes, um resultado prático. As aparentes contradições dos seus pensamentos se deveram às diferentes circunstâncias que mobilizaram sua emoção. Mas a inspiração foi sempre a mesma: o ódio devotado aos filósofos parisienses, especialmente ao Jean-Jacques Rousseau.

Ele admitia a teoria do contrato social e da soberania do povo, mas insistia na ideia de que a razão e a teoria não são referências válidas para a vida das sociedades. Afirmava que a história é feita de um longo depósito de tradições, de prudência, de moral, incorporado nos usos e nas civilizações, e não de elaborações intelectuais. Nessa mesma linha de raciocínio, negava que as constituições pudessem ser “feitas”. Entendia que as constituições só podiam crescer graças à experiência acumulada durante séculos. Nesse sentido, a constituição inglesa opunha-se à Revolução Francesa, para ele, um edifício construído em bases frágeis. A constituição inglesa, por seu lado, não residia num universo de regras e princípios, mas numa vasta e sutil harmonia de costumes, de preconceitos, de instituições concretas, sistematicamente estruturadas. Esses foram os principais temas da sua filosofia política conservadora.


 

 

 



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