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Chega às livrarias o segundo livro de contos do Ernest Hemingway

contos2-hemingway1Os Personagens Reais do Ernest

25/05/2015 — Já está chegando às livrarias brasileiras o livro “Contos: Volume 2”, do norte-americano Ernest Hemingway. Considerado um dos escritores mais influentes do seu tempo, o autor está representado nesta obra por algumas das suas histórias prediletas. Ele retoma o brilhantismo do primeiro volume dos seus contos e demonstra, mais uma vez, a sua capacidade para criar personagens reais.

Além desses contos, escreveu dez romances, com destaque para “O Sol Também Se Levanta” (1926), “Por Quem os Sinos Dobram” (1940) e “O Velho e o Mar” (1952). Também escreveu sete livros de não ficção, com destaque para “As Verdes Colinas da África” (1935). Pelo conjunto da obra, ganhou o Nobel de Literatura em 1954. O livro de contos sai pela Editora Bertrand Brasil, com tradução do J. J. Veiga. É considerado pelos críticos uma obra fundamental do norte-americano.

ernest-hemingway in1Ernest Hemingway
ERNEST MILLER HAMINGWAY
nasceu no dia 21 de julho de 1899, na localidade de Oak Park, Illinois, Estados Unidos. Morreu no dia 2 de julho de 1961, na localidade de Ketchum, Idaho.
 

Seu pai era um médico de pouco prestígio e sua mãe, uma mulher apaixonada por música. Ela o encaminharia para ser um violoncelista, mas desde a juventude mostrou-se propenso à literatura, produzindo os seus primeiros contos em 1916, influenciado pela técnica de Jack London (Caninos Brancos) e usando as lembranças de Walloon Lake e Petoskey, regiões do norte de Michigan, onde a família costumava caçar e pescar. Nesses primeiros contos demonstrou que sabia escrever uma estória de maneira envolvente, tendo por objeto narrativo o mundo de violência e a natureza selvagem que apareceriam em quase toda sua obra, carregada de amargura e desilusão.

Aos dezoito anos, ligou-se seriamente ao jornalismo. Trabalhando no Kansas City Star, aprendeu a empregar frases curtas, parágrafos com inícios breves e um inglês vigoroso, usando afirmações e evitando os adjetivos. Dentro desse estilo, o jornal exigia dele histórias que retratassem a realidade crua, fotografias em movimento, que seriam os primeiros ensaios para o livro Nosso Tempo, de 1924. Em 1918, engajou-se voluntariamente no exército, desde que os Estados Unidos decidiram entrar na Primeira Guerra Mundial. As lembranças da guerra estão contidas em Adeus às Armas, de 1929. De volta à cidade natal, foi recebido como herói, mas em O Lar do Soldado, de 1926, revelou ter passado por violenta crise interior e por uma total ruptura com o ambiente familiar e com as convenções sociais de sua terra.

Desgostoso do seu país, decidiu se exilar voluntariamente em Paris, França, onde participou do grupo conhecido como “geração perdida”. Em1924, resolvido a abandonar definitivamente o jornalismo, partiu para a Espanha, onde participou da famosa Festa de Pamplona, documentando-se sobre touradas, entrevistando espectadores, críticos e toureiros. Dessa experiência nasceriam dois livros: O Sol Também Se Levanta, de 1926, e Morte Na Tarde, de 1932. De volta aos Estados Unidos em 1929, passou a viver longe de tudo e de todos. Depois de uma expedição à África, escreveu dois livros: As Verdes Colinas da África e A Hora Triunfal do Senhor Macomber, ambos de 1935.

o-jardim-do-eden p1Angustiado com o desenvolvimento do fascismo, não hesitou sem e alistar ao lado dos republicanos ao estourar a Guerra Civil Espanhola. Essa guerra seria retratada numa de suas mais célebres novelas: Por Quem os Sinos Dobram, de 1940. Viajou depois para a China e para Cuba. Dez anos mais tarde, voltou a escrever romances. Em 1950, surgiram Do Outro Lado do Rio e Entre as Árvores e, em 1952, O Velho e o Mar, em que revelou total amadurecimento literário. Nos dois anos que precederam sua morte, concluiu mais três obras: Verão Perigoso (1959), Paris É Uma Festa (1960) e Ilhas da Corrente (1961). Em 1954, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, pelo conjunto da obra. Seguindo a sina do pai, que se suicidara em 1928, matou-se com um tiro de fuzil em 2 de julho de 1961, aos 62 anos.

Suas obras foram fartamente vertidas para o cinema. Adeus às Armas, publicado em 1929, foi adaptado pelo diretor Frank Borzage, tendo Gary Cooper como o protagonista Tenente Frederic Henry. Por Quem os Sinos Dobram chegou às telas pelas mãos do diretor Sam Wood em 1943. Outra vez Gary Cooper apareceu como protagonista, na pele do personagem Robert Jordan. O Velho e o Mar foi lançado em 1958, com John Sturges na direção e Spencer Tracy, como narrador. A mais recente produção cinematográfica é O Jardim do Éden, lançado em 2008, com direção de John Irvin, com Mena Suvari no papel de Catherine Hill Bourne e Jack Huston, no de David Bourne. O livro Por Quem os Sinos Dobram fez parte da coleção Clássicos, lançada pela Editora Abril em 1980. Em 2013, a Editora Bertrand Brasil reeditou a obra “O Velho e o Mar”.



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