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Edmund Wilson apresentou para o mundo os grandes autores literários do seu país

edmund-wilson ft1Edmund Wilson

Nasceu no dia 08 de maio de 1895, na cidade de Red Bank, Nova Jersey, Estados Unidos. Morreu no dia 12 de junho de 1972, na cidade de Talcottville, Nova York. Estudou na Universidade de Princeton. Começou a carreira como jornalista, assumindo o cargo de repórter do jornal New York Sun. Como enfermeiro, serviu ao exército do seu país na Primeira Guerra Mundial. Entre 1920 e 1921, foi editor da revista Vanity Fair. Depois, passou a funcionar como crítico literário do jornal The New Yorker. Suas opiniões influenciaram escritores da estirpe do Upton Sinclair, do John dos Passos e do Sinclair Lewis.

Seu primeiro livro — “Castelo de Axel: Estudo Sobre a Literatura Imaginativa de 1870 a 1930” —, publicado em 1931, foi uma extensa pesquisa sobre o simbolismo. A obra abrange vários autores, entre os quais o Arthur Rimbaud, o Paul Valéry, o T. S. Eliot, o Marcel Proust, o James Joyce e a Gertrude Stein. A sua obra mais famosa — “Rumo à Estação Finlândia” — veio a seguir, em 1940. Ela estuda o curso do socialismo europeu a partir de 1824 até a revolução bolchevique em 1917. O livro foi publicado no Brasil no final de 1986 pela editora Companhia das Letras. O autor tinha interesse na cultura moderna como um todo. Em 1946, apareceu o “Memórias do Condado de Hecate” em, em 1955, o “Manuscritos do Mar Morto”.

memorias-do-condado-de-hecate1Memórias do Condado de Hecate
Foi lançado no Brasil em junho de 1999 pela editora Companhia das Letras, com tradução do Bernardo Carvalho e do Rubens Figueiredo. Trata-se de seis contos interligados. O “Ellen Terhune”, segundo a crítica, pode ser considerada uma pequena obra-prima, na qual o fantástico se mistura à ironia. Mas o texto que mais chamou a atenção na época foi o “A Princesa dos Cabelos Dourados”. Entre algumas passagens picantes, oferece uma detalhada descrição do ato sexual do ponto de vista fisiológico. Nos Estados Unidos, quando saiu em 1946, vendeu rapidamente mais de 50 mil exemplares, um recorde para a época. Foi o bastante para que as autoridades locais decretassem a retirada da obra de circulação.



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