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Balzac, o escritor francês que cantou o charme das mulheres de trinta anos

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HONORÉ DE BALZAC nasceu no dia 20 de maio de 1799, na cidade de Tours, França. Morreu no dia 18 de agosto de 1850, na cidade de Paris.

Filho de modesto funcionário e de uma pequena burguesa, fez os estudos elementares no externato de sua cidade natal. De 1807 a 1813 foi aluno interno do colégio oratoriano de Vêndrome, um estabelecimento de rígida disciplina. Com a mudança da família para Paris, em 1814, deixou o internato e concluiu os estudos na capital, chegando a se formar em Direito. No entanto, ficou pouco nessa área, preferindo trilhar os caminhos de escritor. Em 1819, escreveu sua primeira composição: a tragédia Cromwell. Embora essa primeira investida tenha sido um verdadeiro fracasso, não desanimou.

Diante das críticas familiares, que o queriam trabalhando como advogado, talvez tivesse desistido se não tivesse encontrado Laure de Berny (1777-1836), vinte e dois anos mais velha, casada, mãe de sete filhos, que lhe deu não só carinho, mas também sociedade comercial. Com ela, montou uma impressora, destinada à publicação de obras de outros escritores. Com isso, esperava conseguir certa independência econômica. A empresa, porém, fracassou e o caso com a mulher acabou envolvido em escândalo. Em 1829, escreveu a obra Os Chouans, romance sobre uma insurreição monarquista na Bretanha, ao tempo da Revolução Francesa, que foi bem recebido pelos críticos.

A seguir, veio A Filosofia do Casamento, que nada tinha de passado histórico. Era apenas um conjunto de reflexões sobre uma vida conjugal. O autor começava a ser citado nas rodas literárias e nos salões aristocráticos. Todos queriam conhecê-lo. À intensa atividade (só em 1830 escreveu dezenove romances) somava-se uma agitada vida social. O sucesso o levou a tentar a carreira política em 1830. Sendo tão bem recebido nos círculos nobres e defendendo com ardor os direitos da monarquia, acreditava que se elegeria facilmente deputado. Mas não conseguiu os votos suficientes. Relendo seus livros, percebeu que algumas figuras se repetiam em vários romances. Ocorreu-lhe então a ideia de estabelecer entre eles uma ligação, de modo que cada obra pudesse ser lida não só por si mesma, mas também como grande capítulo de uma narrativa maior.

Oito anos depois, arranjou um título para o conjunto: A Comédia Humana (1842), em contraposição à Divina Comédia, de Dante. Sob esse nome, alinha-se toda a sua produção, exceto os dramalhões anteriores a Os Chouans. Os romances distribuem-se em três partes: a primeira, de “estudos de costumes”, compreende seis grupos de “cenas” da “vida privada”, “da vida parisiense”, “da vida política”, “da vida militar” e “da vida do campo”. É a parte mais extensa, com um total de sessenta e três títulos. Por fim, os “estudos analíticos”, que deveriam conter cinco obras, restringem-se à Fisiologia do Casamento (1829). Marcada pelo realismo da observação social, A Comédia Humana abriria uma nova fase na história da literatura francesa e o colocaria entre os maiores romancistas de todos tempos. Dentre seus principais romances, destacam-se A Mulher de Trinta Anos (1829) e As Ilusões Perdidas (1837).


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