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François Mauriac, o apolítico ganhador do Nobel de Literatura de 1952

francois-mauriac1François Mauriac

FRANÇOIS CHARLES MAURIAC nasceu no dia 11 de outubro de 1885, na localidade de Bordéus, França. Morreu no dia 1.º de setembro de 1970, na cidade de Paris.

Sua família — ricos proprietários de terras e comerciantes — o educou dentro de rígidas normas católicas. Fez seus estudos no colégio dos marianistas e no Liceu de Bordéus. Depois de se mudar para Paris, publicou As Mãos Unidas em 1909. Em 1912, lançou seu primeiro romance, A Criança Carregada de Correntes. No ano seguinte, saiu O Vestido Pretexto. Mobilizado para a Primeira Guerra Mundial, acabou hospitalizado em Salônica.  Em 1920, retomou a atividade literária, lançando A Carne e o Sangue. Seguiram-se Precedências (1921) e Beijar os Leprosos (1922).

Em toda a sua obra é no estreito meio burguês de Bordéus que se desenvolvem os eternos conflitos entre sensualidade e fé, os dois apelos inconciliáveis que constituem o tema central de seus primeiros romances. Após a publicação de O Deserto do Amor (1925), foi premiado pela Academia Francesa. Em 1933, passou a integrar a academia. Publicou livros de memórias (Começos de Uma Vida, 1932), de crítica literária (A Vida de Jean Racine, 1928; O Romance, 1928) e de meditação espiritual (Sofrimento e Felicidade de Um Cristão, 1930). Mas a influência que exerceu sobre o público se deveu, sobretudo, aos seus romances.

Produziu também para o teatro, com destaque para a peça Mal Amados, de 1945. A partir de 1936, ao lado de outros intelectuais, se colocou contra a política do ditador espanhol Francisco Franco. Seus artigos no jornal Tempo Presente aproximaram-no das correntes de esquerda, as quais antes o chamavam de “escritor católico”. Durante a ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial, aderiu à Frente Nacional e colaborou na imprensa clandestina. Contrário à filiação a partidos, opôs-se durante quinze anos aos comunistas, aos democratas-cristãos e aos conservadores. Ao lado de sua crescente atividade política — inclusive a favor da independência de todas as colônias —, continuou a lançar artigos de crítica literária, ensaios religiosos e romances. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1952, pelo conjunto da obra.


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