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Paulo Francis, o rabugento que emitia as opiniões mais inteligentes da televisão

paulo-francis1Paulo Francis

FRANZ PAUL TRANNIN DA MATTA HEILBORN nasceu no dia 2 de setembro de 1930, na cidade do Rio de Janeiro. Morreu no dia 4 de fevereiro de 1997, na cidade de Nova York.

Começou a carreira no teatro nos anos de 1950. Ator, diretor e crítico, rompeu com a mesmice então vigente no meio teatral. No fim dos anos de 1960, foi preso pelo regime militar. O fato fundamental de sua trajetória, porém, foi a mudança para os Estados Unidos em 1971. A partir daí passaria a exercer a profissão de jornalista, com artigos nos principais jornais do Brasil e participações nos programas jornalísticos da Rede Globo e do canal a cabo GNT. Formou com outros jornalistas pátrios a bancada do programa Manhattan Connection, através do qual desancava os políticos, os economistas, os esportistas — enfim, ninguém escapava de sua língua afiada.

Em 2009, o cineasta Nelson Hoineff lançou o documentário Caro Francis, em que apresenta o jornalista como um sujeito generoso, algo tímido e sempre gentil com os amigos. O filme traz depoimentos até de gente que esteve na sua mira. O documentário debruça-se também sobre o embate final do jornalista. Em 1996, declarou que a diretoria da Petrobrás formava uma quadrilha que tinha contas na Suíça. Foi processado. Esse fato teria sido decisivo para o enfarte que o vitimou no ano seguinte. Para muitos, o jornalista extrapolou as condições de sua profissão. Convertera-se num personagem da cultura brasileira: ou se era a favor ou contra as suas opiniões.

Deixou treze livros publicados, entre os quais os romances Cabeça de Papel (1977), Cabeça de Negro (1979) e Carne Viva (publicado postumamente em 2008). Em setembro de 2008, a revista VIP          o colocou no trigésimo nono lugar (entre 100) na aferição de importância dos nomes da televisão brasileira em todos os tempos: “Paulo Francis foi um dos mais geniais e controversos intelectuais do Brasil. Mas não é esse o Francis da TV. Para quem via o Jornal da Globo nos anos 80, ele era o tiozão rabugento que usava óculos engraçados e falava de um jeito mais engraçado ainda. Era preciso prestar muita atenção para perceber que ele fazia os comentários mais inteligentes já ouvidos na TV.


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