Lições da Resistência

27/06/2020 — O baiano Luís Gama é um dos mais proeminentes ativistas brasileiros do Século 19. É considerado o primeiro jornalista negro da história do país. Também foi um exímio advogado. Nessa condição, libertou mais de quinhentos escravos pela via judicial. Esses processos foram reconhecidos pela Ordem dos Advogados do Brasil em 2015. Alforriado aos 17 anos, Luiz Gama tornou-se o único abolicionista ex-escravo e autodidata da sua época. As diversas facetas e a habilidade dele são reveladas no livro “Lições da Resistência”, obra organizada pela pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira. O livro reúne textos publicados na imprensa paulista e carioca dos anos 1860 a 1880, contextualizados e atualizados para os dias atuais. O trabalho já está nas livrarias, com preço de R$ 42,50.

Luís Gama

LUÍS GONZAGA PINTO DA GAMA nasceu no dia 21 de junho de 1830, na cidade de SalvadorBahia. Morreu no dia 24 de agosto de 1882, na cidade de São Paulo. Era filho de uma escrava africana livre e de um fidalgo de origem portuguesa. Vendido pelo pai como escravo em 1840, teve de mudar-se para o Rio de Janeiro e, depois, para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu documentos comprovando a ilegalidade da sua condição de escravo. Após obter a liberdade legal, assentou praça no exército em 1848. Seis anos depois, desligou-se do exército, passando a exercer atividades de escrevente e escrivão de polícia. Mas foi como poeta satírico, jornalista e advogado que se notabilizou. Nessa condição, tornou-se o maior propagandista da abolição da escravatura no Brasil. Deixou diversos livros escritos, os quais foram publicados postumamente.

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