Front
NADA DE NOVO NO FRONT foi lançado originalmente no dia 29 de janeiro de 1929 na Alemanha. A primeira edição contou com 292 páginas. A obra chegou ao Brasil somente em 1951, com tradução do José Geraldo Vieira, através da Editora J. Olympio (438 páginas). Trata-se de um drama antibélico intenso. Embalados pelo nacionalismo, jovens correram para se alistar para a guerra, mas encontram apemas horror. Perderam assim de forma brusca a inocência e a humanidade. O “Nada de Novo no Front” foi adaptado três vezes para o cinema. A de 1930, do diretor Lewis Milestone, ganhou dois Oscars: melhor filme e melhor diretor.
O texto do autor Erich Maria Remarque não faz uma apologia do pacifismo. Apena esboça uma reação horrorizada diante das atrocidades diárias do massacre organizado de uma guerra. Boa parte do livro repousa sobre a voz do protagonista, o narrador de dezenove anos. Paul Bäumer é um dos soldados da linha de frente, cuja experiência desnuda toda a mitologia do heroísmo, deixando em seu lugar nada mais do que o medo, a solidão e a revolta de homens, cujos corpos não são protegidos — e tampouco glorificados — pelo pano de um uniforme militar. O romance termina com o desaparecimento da voz do protagonista. Ela é substituída por um relato respeitosamente breve da morte dele no dia em que não havia nada de novo no front.
Autor
ERICH MARIA REMARQUE nasceu no dia 22 de junho de 1898 na cidade de Osnabruque no hoje Estado da Baixa Saxônia na Alemanha. Morreu no dia 25 de setembro de 1970 na cidade de Locarno na Suíça. Por causa das perseguições políticas, morou nos Estados Unidos antes de fixar residência na Suíça. Com dezoito anos foi convocado para servir ao exército alemão. Lutou assim na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Contou essa experiência no romance “Nada de Novo no Front” de 1929. Deixou escritos mais treze romances, com destaque para o “Arco do Triunfo” de 1946, que trata dos expatriados escondidos na cidade de Paris, e o “O Obelisco Negro”, que retrara a Alemanha no início dos anos de 1920.
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