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Uma nova edição do clássico “A Ilha Misteriosa”, do francês Júlio Verne

a-ilha-misteriosa1Uma Obra Imperdível

23/07/2015 — O francês Jules Gabriel Verne (1828-1905) — conhecido no Brasil como Júlio Verne —, foi o “pai da ficção científica”. Expoente de um tempo em que o mundo se fascinava com os avanços em campos como a astronomia e as ciências naturais, ele seduziu gerações ao mesclar aventura e ciência em obras como “Vinte Mil Léguas Sumarinas” e “A Volta Ao Mundo Em 80 Dias”. O autor já era ídolo quando fez a própria versão do clássico que marcou a sua adolescência: o romance “Robinson Cruzoé”, do inglês Daniel Dafoe.

Ao retomar o mote do náufrago que recomeça a vida do zero, o francês escreveu “A Ilha Misteriosa”, que ganha, agora, reedição nacional, com suas ilustrações antigas. A obra narra a aventura de cinco personagens que caem com um balão numa ilha remota. Liderados pelo engenheiro Cyrus Smith, eles criam soluções tecnológicas a partir do nada, enquanto lidam com a estranha força que assombra o local. Com tradução do André Telles, o livro tem 552 páginas. A obra foi adaptada para o cinema pela primeira vez em 1961. A versão mais recente, feita originalmente para a televisão, é de 1975, com direção do Russell Mulcahy. Nos papéis centrais estão o Kyle MacLachlan (Cyrus) e Danielle Calvert (Helen). Ainda tem a Gabrielle Anwar (Jane) e o Patrick Stewart (Nemo).

julioverne-chargeJules Gabriel Verne
Nasceu no dia 8 de fevereiro de 1828, na cidade de Nantes. Morreu no dia 24 de março de 1905, na cidade de Amiens. Mudou-se para Paris em 1848 a fim de estudar direito. Pouco tempo depois, passou a escrever para o teatro. Incentivado e patrocinado por Alexandre Dumas, escreveu Les Pailles Rompues (Palhas Quebradas), levada à cena em 1850. Quando trabalhou como secretário do Teâtre Lyrique, escreveu a opereta Colin-Maillard, apresentada em 1853 com grande sucesso.

Por essa época, interessou-se pelas novas conquistas científicas e pelas viagens a terras desconhecidas. Por isso, passou a estudar geografia, matemática e física, alimentando a intenção de escrever romances de ciência. A partir de 1857, empregou-se na bolsa de valores, mas não deixou a literatura. Em 1863, concluiu Cinq Semaines en Ballon (Cinco Semanas Num Balão). Um editor, entusiasmado, lhe propôs um contrato, segundo qual se comprometia a escrever dez volumes por ano. Assim, sucedeu-se uma enorme série de obras, narrando imaginosas, porém verossímeis, aventuras e viagens:

julio-verne in1Aventures du Capitaine Hatteras (Aventuras do Capitão Hatteras, 1864), Voyage au Centre de Ia Terre (Viagem ao Centro da Terra, 1864), De La Terre à La Lune (Da Terra à Lua, 1865), Les Enfants du Capitaine Grant (Os Filhos do Capitão Grant, 1867/1868), Autour de La Lune (Ao Redor da Lua, 1870), Vingt Mille Lieues sous les Mers (Vinte Mil Léguas Submarinas, 1870), Le Tour du Monde en Quatre-Vingts Jours (A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, 1873) e muitos outros. Combinando a imaginação a rigorosos cálculos matemáticos e projeções do desenvolvimento tecnológico, profetizou o surgimento de submarinos, foguetes, aviões e aparelhos de comunicação.

A Editora Zahar lançou no mês de janeiro de 2012 uma edição especial do clássico “20 Mil Léguas Submarinas. Por mais conhecida — e reproduzida — que a obra seja, pode-se chamar essa edição de “definitiva”. A fantástica aventura do capitão Nemo e de seu submarino Náutilus veio impressa em papel de alta qualidade e recheada de notas de rodapé sobre termos náuticos e referências. O livro traz uma didática apresentação de Rodrigo Lacerda, na qual ele traça um perfil do autor e analisa a sua importância como “pai da ficção científica” na literatura. O mais atrativo, entretanto, são as 70 ilustrações originais feitas com base nas gravuras de Alphonse de Neville (1836-1885) e Édouard Riou (1833-1900). O livro foi várias vezes adaptado o cinema.



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