Mirra

MirraMIRRA — Também chamada Esmirna. Era filha do Ciniras, o rei da cidade de Pafos na Ilha de Chipre, com a Cencreis. A mãe ofendeu a Afrodite ao declarar que a sua filha era mais bela que ela. Assim, incutiu na filha o desprezo pelo culto à deusa do amor. A Afrodite resolveu se vingar. Usando seus poderes divinos, despertou na Mirra uma violenta paixão pelo próprio pai. Ao perceber o sentimento que a envolvia, a moça quis se enforcar. Hipólita, a sua ama, porém, a impediu e resolveu ajudá-la a seduzir o rei.

Aproveitando-se da ausência da mãe, que, devido às festas dedicadas à deusa Deméter, não podia partilhar do leito conjugal durante nove dias, introduziu a jovem no quarto do pai. Ela passou nove noites com ele nas sombras. Fizeram amor várias vezes. Quando o Ciniras descobriu que praticara involuntariamente o incesto, quis matar a filha. Mas a Mirra fugiu. Na ocasião de dar à luz, abriu os braços para o céu e suplicou a proteção dos deuses. Apiedados, os imortais a transformaram numa árvore. A casca dessa árvore rompeu-se e surgiu o Adônis. Mais tarde, o Adônis se tornaria amante da deusa Afrodite. Por outro lado, o choro contínuo da Mirra deu origem a uma resina perfumada.

Referência

MIRRA — Árvore de pequeno porte nativa da África e do Oriente Médio. Pode chegar a cinco metros de altura. Tem ramos retorcidos e espinhosos. Produz uma seiva espessa, de cor âmbar (dourado do amarelo) e vermelha. Essa resina endurece ao contato com o ar, tornando-se fonte do incenso. A seiva escorre naturalmente ou após cortes na casca. Essa resina é amplamente usada na fabricação de óleos essenciais devido às suas propriedades antiinflamatórias, antissépticas, cicatrizantes e analgésicas. Para viver, a Mirra prefere climas quentes e secos, com solos bem drenados. Foi descrita e classificada cientificamente pela primeira vez por dois botânicos alemães. O Christian von Esenbeck a nomeou originalmente em 1828 e o Adolf Engler a reclassificou em 1883.


 

Mitos Gregos

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