LÍVIA DRUSA nasceu no dia trinta de janeiro do ano 58 antes da Era Cristã e morreu no dia 29 de setembro do ano 29 depois da Era Cristã na cidade de Roma. Foi a primeira imperatriz e a mulher mais poderosa do Império Romano. Descendia de uma família de nobres. O pai era o senador Marco Lívio Druso. Com quinze anos de idade foi oferecida como esposa ao Tibério Cláudio Nero, um patrício ligado ao general Marco Antônio.
Com a eclosão da guerra civil envolvendo o então cônsul Otávio César contra os outros parceiros de consulado (Marco Antônio e Marco Emílio Lépido), ela teve de sair de Roma para não ser incluída nos decretos das proscrições. Só pôde voltar à capital do império com a anistia geral concedida pelo agora imperador Otávio Augusto. Ainda casada com o general Tibério Cláudio Nero — e grávida do segundo filho — conheceu o imperador num jantar. Diz a lenda que os dois se apaixonaram à primeira vista. Mas à frente, divorciaram-se dos seus respectivos parceiros para poderem se casar. Começou aí uma parceria de muito sucesso.
Embora não tenham tido filhos, o Otávio e a Lívia escreveram o futuro do Império Romano por gerações. Com muita determinação, ela emplacou o filho Tibério Cláudio Nero como herdeiro do trono. Para manter isso, os historiadores contam que ela eliminou diversos outros possíveis pretendentes. A imperatriz sobreviveu ao marido, com quem viveu por longos cinquenta e um anos. Com a morte do Otávio Augusto, não só garantiu a ascensão do filho, mas também o influenciou por um período de quase dez anos. A Lívia Drusila foi diversas vezes retratada na televisão e no cinema. A história dela está completa na série “Domina”, produção disponível no canal HBO Max. Na trama, a imperatriz é vivida pela atriz polonesa Kasia Smutniak.
Messalina
VALÉRIA MESSALINA nasceu no dia 25 de janeiro do ano 17 e morreu em dia e mês incertos do ano 48. Era filha de nobres. A mãe Domícia Lépida era descendente direta do general Marco Antônio. O pai Marco Valério Messala era senador e sobrinho-neto do imperador Otávio Augusto. Casou-se com o imperador Tibério Cláudio no ano 38 e se transformou numa das figuras mais poderosas do Império Romano. Com Cláudio teve dois filhos: a Otávia, que mais tarde seria esposa do imperador Nero, e Britânico, que mais tarde se destacaria no comando de guarnições do exército.
A Messalina passou para a história como uma devassa. Exerceu profunda influência maléfica sobre o marido. Afastou dele os amigos e conselheiros para poder reinar sozinha. Odiada pelo povo romano, foi acusada publicamente pelo poeta Décimo Juvenal de exercer atos de prostituição nas ruas de Roma. Apesar de casada com o imperador, desposou um dos seus amantes, o jovem Caio Sílio. O objetivo era assassinar o marido. Informado desse relacionamento, o Cláudio executou a mulher. Ato contínuo, o senado romano aprovou decreto em que ordenou a retirada do nome e a destruição das estátuas dela de todos os lugares públicos e privados. A Messalina foi diversas vezes retratada no cinema.
Emma
EMMA DA NORMANDIA nasceu em dia e mês incertos do ano de 980. Morreu no dia 14 de março de 1052, na cidade de Winchester, Inglaterra. Foi rainha consorte da Inglaterra no período de 1002 e 1016, da Dinamarca no período de 1018 a 2035 e da Noruega no período de 1028 e 1035. Era filha do duque Ricardo I da Normandia. Com quinze anos, foi entregue pelo pai para se casar com o rei inglês Etelredo I, muito mais velho do que ela. O casamento tinha o objetivo de pacificar a Normandia, vítima de seguidas invasões vikings. Após se tornar rainha, adquiriu o nome de Elgiva. De presente, recebeu diversas propriedades e o Condado da Oxônia.
A vida da Emma com o rei inglês não foi fácil. De imediato, recebeu dura oposição dos filhos do monarca. Com o tempo, adquiriu habilidade política e passou até, segundo historiadores, a influir decisivamente na nomeação para cargos eclesiásticos no reino. Mas, embora tivesse o apoio de muitos conselheiros, não conseguiu emplacar o filho Eduardo como herdeiro do trono quando o marido morreu em 1016. Em 1017, o rei Canuto da Dinamarca assumiu o controle da Inglaterra. Emma casou-se com ele, tornando-se de novo rainha. Reinou tanto na Inglaterra quanto na Dinamarca e na Noruega até 1035. A Emma teve a vida romanceada na obra “A Rainha Normanda”, da historiadora americana Patricia Bracewell. O livro foi lançado no Brasil em junho de 2020.
Celtas
vs. romanos
16/11/2022 — Deverá estrear no início de 2023 a aventura histórica “Boudica”. Trata-se de uma cinebiografia da famosa rainha celta, também conhecida como Boudiceia. A rainha viveu no Século 1 e deu um trabalhão danado para o Império Romano na colonização do território hoje ocupado pela Grã-Bretanha. O roteiro e a direção é do inglês Jesse V. Jonhson. Ele buscou fontes históricas para compor a trama. Para viver a lendária rainha, o diretor escalou a bela ucraniana Olga Kurylenko. A personagem histórica já havia sido retratada em 2019 no filme “A Ascensão da Rainha Guerreira”, cujo foco foi a infância e a adolescência. Em 2003, o diretor Bill Anderson lançou o “A Rainha da Era do Bronze”, que mostra a personagem também em luta contra os romanos.
Boudica
BOUDICA teria nascido no ano 25 e falecido no ano 60. Na adolescência teve problemas com o pai por causa de um casamento arranjado. Mais tarde casou-se com o Prasutagos, rei dos Icenos, tribo que habitava o território ocupado atualmente pelo Condado de Norfolk no nordeste da Inglaterra. O marido era um aliado do Império Romano na colonização das Ilhas Britânicas. Com a morte dele, porém, os romanos apropriaram-se do território com o cometimento de diversas atrocidades contra o povo. A rainha Boudica sentiu-se então obrigada a liderar a revolta contra os invasores.
No início do conflito, os romanos contabilizaram muitas perdas. Mas, com um exército mais forte e profissional, reorganizaram as forças. Atraíram a rainha e os guerreiros dela para um terreno mais adequado às táticas militares deles e obtiveram a vitória final. De acordo com o historiador romano Caio Cornélio Tácito, a Boudica, após a derrota, teria cometido suicídio ingerindo veneno. O historiador Dião Cássio, por sua vez, garante que a rainha teria adoecido e morrido em decorrência de ferimentos recebidos na batalha. A fama da rainha tomou proporções lendárias na Grã-Bretanha. Para homenageá-la, a rainha britânica Vitória mandou erguer no Século 18 uma estátua gigante em bronze ao lado do Palácio de Westmister em Londres.
12/04/2019 — A editora Planeta está mandando para as livrarias a obra “Catarina de Médici”, a vida da rainha que mudou a história da França entre 1547 e 1559. A trama é cheia de poder, estratégia, intriga e traições. Nascida na Itália e órfã na infância, a biografada casou-se com o rei Henrique II quando tinha apenas catorze anos. Logo passou por humilhações infligidas pela amante do rei. Após a morte do marido, virou regente do reino. Extremamente rica e bonita, foi muitas vezes retratada como uma mulher inescrupulosa. Nessa biografia, a autora, a britânica Leonie Frieda, procurou se afastar dos estereótipos. Apresenta a Catarina como uma política inteligente, uma estrategista que soube restaurar a paz na França num período turbulento.
Catarina
CATARINA MARIA ROMOLA DI MÉDICI nasceu no dia 13 de abril de 1519, na cidade de Florença, Região da Toscana, Itália. Morreu no dia cinco de janeiro de 1589, no castelo da cidade de Blois, França. Era filha do Lourenço II de Médicis, duque da cidade de Urbino, Itália, e da Maria de La Tour d´Auvergne. Casou-se em 1533 com o Duque de Órleans, o qual se tornou rei da França como Henrique II, em 1547. Tiveram dez filhos.
Inicialmente, não desempenhou papel importante na política francesa, sobrepujada pela Diana de Poitiers, Duquesa de Valentinois e amante do rei. Em 1552, foi nomeada regente do reino, com poderes limitados, enquanto o rei dirigia a campanha militar de Metz. Com a morte do soberano em 1559, a coroa foi herdada pelo filho Francisco II. Este morreu no ano seguinte. Foi, então, novamente, nomeada regente na menoridade do novo rei, o Carlos IX. Apesar da regência terminar em 1563, dominou o filho-rei até o fim da sua vida.
Como regente, mostrou muita habilidade política e, segundo alguns historiadores, falta de escrúpulos. Procurando manter o equilíbrio entre católicos e protestantes nas lutas religiosas, assinou o Édito de Tolerância de Ambroise, em 1563, e a Paz de São Germano, em 1570. Para subtrair o filho-rei da influência do almirante Gaspar de Coligny, fez vistas grossas ao Massacre de São Bartolomeu, ocorrido em 1572. O rei Henrique III, que, em 1574, sucedeu o irmão Carlos IX no trono, mostrou-se mais independente em relação à mãe. Na parte social, Catarina levou para a França o gosto pelo luxo e a beleza. Construiu o Palácio das Tulherias, em Paris, e, frequentemente, dava festas à maneira italiana.
Follow @otiooda
© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados