luis-xv-franca1Luís XV

LOUIS — O BEM-AMADO nasceu no dia 15 de fevereiro de 1710 e morreu no dia 10 de maio de 1774, na localidade de Versalhes, FrançaBisneto do rei Luís XIV e filho do Duque de Borgonha, foi coroado em 1715. Em 1725, casou-se com Maria Leszcyznska, princesa polonesa, com quem teve dez filhos. Antes de assumir o trono, a regência ficou a cargo de Filipe de Orleans, imposto pelo parlamento.

Após a morte do regente, esse cargo passou para o Duque de Bourbon (1723-1726), contra quem se deu o primeiro ato de autoridade do rei, que o substituiu por seu antigo preceptor, o Cardeal Fleury (1726-1743). Este procurou superar os problemas econômicos pela estabilização monetária e pelo estímulo à atividade comercial e marítima, enfrentando a oposição parlamentar. Durante todo o seu reinado, o parlamento constituiu a principal força de oposição. Os ataques giraram principalmente em torno de questões financeiras e religiosas.

O regente se esforçou para manter a paz na Europa, mas teve de dar o apoio da França ao sogro do rei na guerra da sucessão na Polônia, que terminou com o Tratado de Viena, assinado em 1738. Enquanto isso, o rei permanecia afastado do governo, ocupando-se com a caça, aventuras amorosas e outros divertimentos da corte, em Versalhes. Mas, com a morte do regente em 1743, passou a presidir o Conselho de Ministros, com plenos poderes. Durante 24 anos (1744-1764), suas ações foram marcadas pela influência da Madame de Pompadour, que protegeu os enciclopedistas e contribuiu para a reaproximação da França com a Áustria, efetivada em 1756. Em 1740, a participação francesa na guerra da sucessão austríaca (terminada oito anos depois) aguçou os problemas econômicos do país.

Em 1749, o imposto sobre os rendimentos, introduzido para recuperar a economia, acirrou a oposição parlamentar. Essa reação se intensificou ainda mais com a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), que tirou da França seu primeiro império colonial. A oposição se voltou, sobretudo, contra os jesuítas, levando o rei a dissolver a Companhia de Jesus em 1764. Para enfrentar a oposição, foi criado um triunvirato ministerial (1770-1774), que suprimiu o Parlamento de Paris em 1771. Foram escolhidos os membros de um novo parlamento, que procedeu as reformas financeiras necessárias. A recuperação política e econômica foi completada pela anexação da região de Lorena (região nordeste do país), em 1766, e da Córsega (ilha situada no Mar Mediterrâneo), em 1768. Mesmo com esse aperto de cintos no final do governo, deixou para o sucessor (seu neto Luís XVI) as finanças francesas em frangalhos.


 

 

 



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