2020823aLuís XVI

LUÍS AUGUSTO DE BOURBON nasceu no dia 23 de agosto de 1754, na cidade de Versalhes, Região de Paris, França. Morreu no dia 21 de janeiro de 1793, aos 39 anos, na cidade de Paris. Tornou-se herdeiro do reino com a morte do pai. Com a morte do avô, alçou-se à condição de rei no dia dez de maio de 1774. Governou a França e o Reino de Navarra por 18 anos. Ainda adolescente, num acordo político, casou-se com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta.

Era mais afeito a trabalhos manuais do que pelas coisas da administração do reino. Depois de coroado, porém, observou que as vultosas despesas da corte agravavam a situação financeira do país. A burguesia adquiria poder, disputando com os nobres e o clero o controle do parlamento. Objetivando incrementar a força contra o rei, o parlamento pediu a convocação dos Estados Gerais em 1787. Luís, então, tentou apelar para a força, reorganizando a justiça e anulando as atribuições políticas do parlamento. A crise econômica se intensificava cada vez mais, agravando a situação política.

Visando capitalizar a simpatia do Terceiro Estado — a burguesia —, aceitou a instalação dos Estados Gerais. A burguesia, então, exigiu a duplicação dos seus representantes no parlamento. Pressionado por facções reacionárias, Luís não aceitou as propostas da burguesia. No entanto, depois da resistência oferecida, reconsiderou a decisão. Percebendo a incoerência das suas próprias atitudes, o rei tomou medidas que aceleraram o processo revolucionário, declarado no dia 14 de julho de 1789, com a tomada da Torre da Bastilha. Ante a agitação popular, o monarca rendeu-se, recusando-se, porém, a sancionar a Declaração dos Direitos do Homem e a abolição do regime feudal. Após novas revoltas, refugiou-se no Palácio das Tulherias.

Aparentemente resignado, mantinha contatos com o exterior, com forças que deveriam invadir Paris e derrubar o poder revolucionário. Em 1791, fugiu da capital com a família, mas foi preso e reconduzido a Paris. Em 1792, proclamou-se a república. Denunciado por negociações com potências estrangeiras, Luís XVI foi julgado pela Convenção Nacional. Em 1793, foi declarado culpado, com 387 deputados votando pela morte dele e 334 pela simples detenção ou morte condicional. Enfim, no dia 21 de janeiro, foi executado na guilhotina. Com a morte dele, morreu também o absolutismo na França. Grande parte dos historiadores creditam o infortúnio do Luís XVI ao desapego dele pelo poder, o que abriu caminho para a ambição política condenável da esposa Maria Antonieta.


 

 

 



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