Mirtilo
MIRTILO era filho do deus mensageiro Hermes com a Faestusa, filha do Hélio, o deus do sol. Na idade adulta trabalhou como cocheiro do Enômao, rei da cidade de Pisa na Região da Élida. Aproveitou a liberdade que o rei lhe dava para danificar o carro usado pelo soberano na competição que ele travava com pretendentes à mão da filha dele, a princesa Hipodâmia. O Mirtilo, sorrateiramente, substituiu a cavilha da roda do carro por outra de cera. No auge da corrida, o carro do Enômao capotou e ele morreu.
Assim, o último concorrente, o Pélope, ganhou a corrida e o casamento com a princesa. Segundo uma outra versão, o Mirtilo foi levado a trair o rei Enômao pela promessa feita pelo Pélope de que, se vencesse a corrida, lhe permitiria passar uma noite com a Hipodâmia. Entretanto, vitorioso, o Pélope não cumpriu o combinado. Para livrar-se das importunações do Mirtilo, o agora marido da princesa precipitou-o ao mar. Antes de morrer afogado, o cocheiro, o filho do Hermes, amaldiçoou o seu assassino e todos os descendentes dele. Segundo a lenda, o sangue do Mírtilo ao morrer deu origem ao arbusto homônimo (Vaccinium myrtillus).
Referência
PÉLOPE — Filho do Tântalo com a Clítia Eurianassa. Depois de vencer a competição pela mão da Hipodâmia, casou-se com a princesa. Dessa união nasceram numerosos filhos, entre os quais o Atreu e o Tiestes. Ainda se relacionou com a ninfa Axíoque, com a qual teve o Crisipo. Este foi morto pelos irmãos após estes serem instigados pela Hipodâmia. O pai baniu os filhos criminosos e os amaldiçoou. O nome do Pélope está ligado à fundação dos Jogos Olímpicos. Segundo uma tradição, ele teria instituído os jogos em homenagem à memória do sogro Enômao.
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