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PUBLIUS AELIUS HADRIANUS nasceu no dia 24 de janeiro de 76, na cidade de Bética, região da Itálica. Morreu no dia 10 de julho de 138, na cidade de Baias, região de Nápoles. Era descendente de colonos romanos domiciliados no Sul da Espanha e primo do imperador Trajano, tendo sido nomeado por este para uma série de dignidades públicas que o fizeram aparecer como herdeiro presuntivo do império. À época das guerras contra os partas foi governador da Síria. Foi adotado pelo imperador, que lhe transferiu, em seu leito de morte, as rédeas do império. Para controlar a questão política, foi implacável no início, determinando a execução de quatro ex-cônsules que se lhe opunham.

Ampliou o seu poder político buscando o contato direto com as elites provinciais e negligenciando o poder do Senado. Abandonou aos poucos a política de conquistas colocada em prática pelo antecessor, preferindo as vias diplomáticas para resolver os problemas de fronteira. Assim, retificou os limites da Dácia (atual Romênia), cedendo aos sármatas a planície do Baixo Danúbio e concentrando a ocupação romana na região da Transilvânia, protegida pela barreira natural dos Montes Cárpatos. Com o intuito também de proteger as demais fronteiras romanas, construiu grande número de fortificações na Germânia e na Britânia. Nesta última, construiu a famosa Muralha de Adriano, que marcou durante séculos a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia.

memorias-de-adriano c1Na Grécia, como admirador da cultura helênica, realizou grandes obras. Mandou completar em Atenas a construção de um gigantesco templo dedicado a Zeus, que se iniciara no século VI a. C, na administração do tirano Pisístrato. Organizou, ainda, um bairro ao estilo romano e fez da cidade a sede do Panhellenior — um fórum de discussões de assuntos regionais. Por outro lado, soube ser duro com as revoltas ocorridas na Judéia. Vencidas as revoltas após dois anos, reconstruiu e rebatizou Jerusalém — o símbolo judeu —, criando a colônia Aelia Capitolano. No lugar de um antigo templo judaico, ergueu a estátua do deus supremo grego, Zeus. Junto ao Gólgota (lugar onde Jesus Cristo teria sido crucificado), construiu um templo dedicado à deusa grega Afrodite.

Internamente, consolidou o poder central e superou a crise econômica deixada pelo sucessor. Consciente dos perigos representados pela instabilidade da sucessão imperial, designou ele mesmo o sucessor: Antonino Pio, que seguiu à risca as suas diretrizes. É considerado pelos historiadores, junto com o próprio Antonino, Nerva, Trajano e Marco Aurélio, um dos cinco melhores imperadores de Roma pós Otávio Augusto. O período de 96 a 180, governado pelos cinco, foi uma era de paz e prosperidade política, militar e econômica. Em 1951, a escritora de origem belga Marguerite Yourcenar, após intensa pesquisa, publicou a obra Memoirs of Hadrian (Memórias do Adriano), em que o próprio imperador conta a sua vida desde que começou a interessar-se pela política.


 

 

 



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