h berlioz1Hector Berlioz

LOUIS HECTOR BERLIOZ nasceu no dia 11 de dezembro de 1803, na localidade de La Côte-Saint-André, Ródano Alpes, França. Morreu no dia 8 de março de 1869, na cidade de Paris.

Era filho de um médico provincial e de uma devota católica. Não foi uma criança prodígio, ao contrário de outros compositores da época. Começou a estudar música aos 12 anos, escrevendo pequenas composições e arranjos. Em 1821, deixou a escola em Grenoble e foi para Paris para estudar medicina, ocasião em que também passou a frequentar os conservatórios da capital francesa. Em 1824, abandonou os estudos da medicina para perseguir a carreira musical. Em 1830, motivado pela paixão que lhe inspirou a atriz Harriet Smtihson, compôs a “Sinfonia Fantástica”, obra precursora do nascente romantismo musical.

Nesse mesmo ano conquistou o Grande Prêmio de Roma com a cantata “Sardanapalo”, viajando em seguida para a Itália. Ao voltar, um ano depois, casou-se com a atriz, a quem, todavia, iria abandonar em 1841. Ingressando como crítico no “Jornal dos Debates” em 1835, passou a defender seus pontos de vista estéticos com relação à “nova música”, da qual se transformava no grande líder. Reformador da orquestra sinfônica, ampliou o número dos componentes e proporcionou a Richard Wagner o modelo com que este trabalharia mais tarde em seus dramas musicais. Incompreendido em seu país, passou a dirigir concertos na Hungria, na Alemanha, na Tchecoslováquia e na Rússia.

h-berlioz2Nesse trabalho pela Europa conseguiu memoráveis triunfos, especialmente na Rússia. Seu “Grande Tratado de Instrumentação e Orquestração”, de 1844, iria servir de orientação para a maioria dos compositores que o sucederam. É considerado um dos maiores nomes do romantismo musical. Distinguiu-se principalmente pelas formas grandiosas que imprimiu a quase todos os seus trabalhos. Deixou outras obras importantes, com destaque para a abertura “O Corsário” (1831), o drama “Réquiem” (1837), a sinfonia dramática “Romeu e Julieta” (1838), a abertura “O Carnaval Romano” (1844) e a ópera “A Danação de Fausto” (1846).


 

 



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