julio ii in1Júlio II

GIULIANO DELLA ROVERE nasceu no dia 05 de novembro de 1443, na cidade de Savona, Itália. Morreu no dia 20 de fevereiro de 1513, na cidade de Roma. Foi um franciscano promovido a cardeal pelo tio, o papa Sixto IV, para ser enviado à França como legado, cargo que exerceu entre 1480 e 1484. Opôs-se violentamente ao nepotismo do papa Alexandre VI. Durante quase todo o pontificado deste, teve de viver refugiado na Itália do Norte ou na França. Retornou a Roma após a morte de Alexandre VI (1503). Aproveitou o breve reinado do papa Pio III (setembro a outubro de 1503) para preparar sua própria eleição. Tornou-se pontífice em 1.º de novembro daquele ano, sob o nome de Júlio II.

Segundo Nicolau Maquiavel, ele fez tudo para desenvolver a igreja e não a pessoa privada. Mas, para o historiador italiano Francesco Guicciardini, foi, também, uma das figuras mais profanas que passaram pelo trono do São Pedro. Gênio político e belicoso, retornou à Romanha e a outras possessões do César Bórgia (1504) e submeteu as cidades de Perúgia e Bolonha (1506). Formou com a França, a Espanha e o imperador Maximiliano I a Liga de Cambrai (1508) contra Veneza. Mas a vitória francesa em Agnadel (maio de 1509) fez com que assinasse rapidamente um tratado com os venezianos (fevereiro de 1510), passando a se dedicar inteiramente à libertação da Itália. O rei Luís XII, da França, aliado do imperador Maximiliano I, fez com que ele fosse citado diante de um concílio convocado em Pisa.

Para evitar os riscos de um cisma, constituiu a Santa Liga (outubro de 1511), com Ferdinando, o Católico, de Veneza, e Henrique VIII, da Inglaterra. Após as vitórias de Gaston de Foix (Ravena, 1512), os franceses foram obrigados a deixar a Romanha e, depois, Milão. Reconciliou-se, então, com o duque de Ferrara, e reuniu, em Latrão, um concílio para condenar os atos do “pseudo concílio de Pisa”, lançando uma interdição contra a França e chegou a pensar em dar a coroa francesa ao rei da Inglaterra. Deu ampla liberdade aos humanistas. Foi também protetor das artes, aproveitando o gênio do Michelangelo Buonarroti, do Rafael Sanzio e do Donato Bramante. Em 1506, colocou a primeira pedra da Basílica de São Pedro, em favor da qual lançou a campanha das “indulgências”, que, posteriormente, seria um pretexto para a revolta do Martinho Lutero, na Alemanha.


 

 

 



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